Medvedev critica candidato republicano
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terça-feira, 27 de março de 2012
Folhapress 
São Paulo - O presidente russo, Dmitri Medvedev, aconselhou ontem o republicano Mitt Romney a usar a cabeça ao falar da Rússia, país que o pré-candidato americano classificou de ''inimigo número um'' dos Estados Unidos. ''Recomendaria a todos os candidatos à presidência americana duas coisas: primeiro apelar para a razão e utilizar sua cabeça, o que não prejudica um candidato; e segundo consultar seu relógio: estamos em 2012, e não nos anos 1970'', declarou Medvedev a jornalistas em Seul.
Romney, pré-candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, acusou o presidente Barack Obama de ocultar suas intenções com a Rússia em matéria nuclear até as eleições de novembro e alertou para os perigos que representa o país do Leste Europeu.
Nome mais forte dos republicanos para concorrer com o atual presidente, Romney disse que a ''ideia do presidente é planejar e fazer acordos com a Rússia, mas que ele não revelará isso a população antes das eleições, o que é muito alarmante''.
As acusações de Romney se justificam pela conversa gravada casualmente por jornalistas em Seul, na qual Obama pede ao presidente russo, Dmitri Medvedev, para que o seu sucessor, Vladimir Putin, dê ''espaço'' até o fim das eleições para discutir a política antimísseis. ''É minha última eleição, depois terei mais flexibilidade'', disse o presidente americano.
Romney afirmou que a Rússia está alinhada com ''os piores atores'' quando o assunto é política nuclear e definiu o país como o ''inimigo geopolítico número um'' dos EUA.
Obama assegurou que ''não esconde nada'' sobre as negociações entre Washington e Moscou quanto à defesa antimísseis, uma área de desacordo entre os dois países. Segundo o presidente americano, não deve surpreender que não se possa chegar a um acordo com rapidez, pelo que prefere dedicar o resto do ano a negociações técnicas com a Rússia para aplanar o caminho no futuro.
''Um acordo sobre defesa antimísseis envolve muitos assuntos complicados. Se pudermos conseguir que nossas equipes técnicas abram o caminho, tomara que isso aconteça em 2013, haverá uma base para obter progressos significativos neste e em outros tipos de temas'', declarou Obama.


