Medo do terror marca campanha espanhola
Associated Press
De Madri
O terrorismo do grupo separatista basco ETA marca o fim da campanha das eleições legislativas espanholas de domingo. Na reta final, os dois principais partidos, o Partido Popular (PP) de centro-direita e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), hoje liderado por Joaquim Almunia, têm trocado acusações mútuas buscando sensibilizar uma parcela do eleitorado que lhes possa garantir uma maioria simples.
Isso porque nenhum deles deverá obter maioria absoluta, pelo menos é o que indicam os institutos de pesquisa, que registram vantagem de dois ou três pontos do PP, do primeiro-ministro José María Aznar, sobre os socialistas.
Desde ontem, as forças de segurança e antiterroristas espanholas foram colocadas em estado de alerta diante do temor de que o ETA possa cometer um novo atentado no encerramento da campanha eleitoral.
Alvos potenciais do ETA foram advertidos e receberam instruções para tomar precauções, tais como modificar horários e examinar o chassis dos veículos, onde pode ser dissimulada uma carga de explosivos.
Uma vitória apertada sobre o PSOE obrigará o primeiro-ministro a renegociar uma aliança com o CiU, o partido do catalão Jordi Pujol que já garantiu nesses últimos quatro anos a maioria parlamentar que deu governabilidade à administração de Aznar.
Uma nova aliança com o Partido Nacionalista Basco (PNV), de Xabier Arzalluz, parece hoje uma hipótese afastada pelos dois lados, principalmente após o fim da trégua decretada no fim do ano pelo ETA que durou um ano e meio, mas que não serviu para pôr fim ao processo de violência no país.
Ainda ontem em Barcelona, Almunia acusou Aznar de irresponsabilidade por ter quebrado o consenso existente entre os partidos políticos de unidade na luta antiterrorista.





