Medidas severas esperam Coréia do Norte
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sábado, 07 de outubro de 2006
France Presse 
SEUL - A Coréia do Sul e o Japão saudaram ontem a advertência feita pela ONU à Coréia do Norte sobre as consequências de um teste nuclear e alertaram novamente o regime comunista de que será punido se materializar seus planos.
''Apoiamos e acolhemos favoravelmente a resolução do Conselho de Segurança (da ONU) de 6 de outubro'', diz em comunicado o Ministério sul-coreano de Relações Exteriores.
''Insistimos uma vez mais em afirmar que a Coréia do Norte será completamente responsável de todas as consequências se efetuar um teste nuclear'', acrescenta o comunicado.
Na última terça-feira, Pyongyang ameaçou realizar um teste nuclear sem confirmar a data.
Seul já avisou que, se a Coréia do Norte fizer o teste, será obrigado a suspender seu programa de ajuda humanitária, do qual Pyongyang depende em grande medida.
''A Coréia do Norte deve abandonar seu projeto de teste nuclear e voltar sem condições e imediatamente à mesa de negociações'', insiste o comunicado.
Em meio ao clima de tensão, tropas sul-coreanas dispararam tiros de advertência depois que cinco soldados norte-coreanos cruzaram ontem a fronteira, disseram as autoridades militares.
''Os soldados norte-coreanos cruzaram a linha fronteiriça militar e avançaram cerca de 30 metros em território controlado pelo sul. Eles se retiraram depois de que nossas tropas dispararam tiros de advertência'', disse à AFP um oficial do Estado-Maior Conjunto.
O Conselho de Segurança da ONU adotou na sexta-feira uma resolução não-vinculante em que ressalta que ''se Coréia do Norte ignorar as determinações da comunidade internacional, o Conselho de Segurança atuará segundo suas responsabilidades formuladas na Carta das Nações Unidas''.
A declaração exige que a Coréia do Norte ''retome imediatamente e sem condições as negociações a seis'', pelas quais Estados Unidos, Coréia do Sul, China, Japão e Rússia querem dissuadir Pyongyang de suas ambições nucleares.
O ministro japonês das Relações Exteriores, Taro Aso, felicitou a ONU por aprovar uma declaração advertindo a Coréia do Norte sobre um possível teste nuclear, e afirmou que ''medidas severas'' esperam por Pyongyang se a prova for realizada.
''O Japão acolhe de forma favorável a declaração do presidente do Conselho de Segurança (...), que comunica sua profunda preocupação'' diante da ameaça lançada na terça-feira passada por Pyongyang de que fará um teste nuclear em breve'', disse Aso em um comunicado.
''Com base na declaração (da ONU), o Japão apela à Coréia do Norte a não realizar o teste nuclear'', acrescentou o chefe da diplomacia japonesa.
''Se a Coréia do Norte realizar um teste nuclear, apesar da preocupação manifestada de forma conjunta pela comunidade internacional, o Japão acredita que o Conselho de Segurança deva adotar rapidamente uma resolução que inclua severas medidas''.
A Casa Branca, por sua vez, disse que um eventual teste nuclear norte-coreano seria um ato ''hostil'', ''incendiário'' e ''inaceitável'', mas recusou comentar a possibilidade de o teste ser realizado neste fim de semana, como sugeriu o vice-ministro japonês de Exteriores, Shotaro Yachi.


