France Presse
Agana, Ilha de Guam

France PresseDorParentes das vítimas do Boeing da KAL mostram toda sua dor enquanto esperam os corpos no aeroporto de SeulOs médicos da Marinha norte-americana batalhavam ontem para salvar as vidas de 30 sobreviventes do acidente com um Boeing 747 da Korean Air Line (KAL) que bateu numa colina em Guam (Ilhas Marianas, Pacífico) causando a morte de 224 pessoas, na maioria casais em lua-de-mel e turistas. Só dentro de 48 horas será possível saber o total exato de mortos na tragédia, segundo o capitão David Wheeler, do comando do Hospital Naval de Guam, onde estão 19 sobreviventes.
O Boeing 747-300 com 231 passageiros e 23 tripulantes partiu-se em cinco pedaços depois de cair, na madrugada de quarta-feira, hora local, perto da capital deste território norte-americano no Pacífico. O avião havia decolado de Seul na noite de terça-feira.
As últimas palavras do piloto foram ‘‘vou conseguir’’, segundo sobreviventes. O avião caiu a 5 km do aeroporto. A Coréia do Sul amanheceu de luto ontem, pois a maioria dos mortos residia no país. O acidente representa a terceira maior tragédia da KAL desde 1984.
As duas caixas-pretas foram recuperadas e estão sendo analisadas. O governador de Guam, Carl Gutierrez, e outros residentes, contaram como haviam lutado durante várias horas em meio a uma vegetação de 2,5 m para chegar até o jato em chamas. ‘‘Só ouvíamos os gritos de pessoas que pediam ajuda’’.

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