São Paulo - Embora nunca tenha existido uma restrição oficial do Ministério da Saúde e da OMS (Organização Mundial da Saúde) sugerindo que as pessoas não viajassem para o exterior por causa da gripe suína, médicos infectologistas continuam recomendando o adiamento nos casos possíveis.
De acordo com os especialistas, apesar de o número de casos confirmados permanecer estável no Brasil há uma semana (foram confirmados oito casos), é cada vez maior o número de países que confirmam o aparecimento de casos. ''Se a pessoa for fazer viagem de turismo, ainda é preciso adiar um pouco. Eu só recomendaria viajar para o exterior em casos de trabalho, especialmente para o México, EUA e Espanha, onde há mais casos'', afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio Furtado.
O infectologista Celso Granato, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) também recomenda o adiamento das viagens nos casos de turismo. De acordo com Granato, se a pessoa ficar doente no exterior, por exemplo, ela poderá ter dificuldades em saber qual hospital ou qual profissional procurar. ''É complicado ficar doente em outro país. E nem sempre as pessoas que viajam fazem seguro-saúde'', diz o infectologista.
''A gripe suína está se comportando como era previsto. Aumentaram os casos, mas a letalidade ainda é baixa. Por enquanto, ao que tudo indica, está havendo um refluxo. A partir de agora é vida normal'', afirma o infectologista Caio Rosenthal, do hospital Emílio Ribas.
Caso a pessoa não tenha como adiar a viagem, os especialistas recomendam evitar permanecer em ambientes fechados ou aglomerados, como cinemas, teatros e estádios de futebol -pois eles facilitam uma possível transmissão do vírus.
Balanço
A OMS anunciou ontem novo balanço da gripe suína no mundo, com 8.451 casos da doença, denominada oficialmente gripe A (H1N1), em 36 países. O balanço aponta ainda 72 mortes pelo vírus. Com isso, o número de casos oficialmente confirmados pela OMS saltou em quase mil em apenas um dia, já que na manhã de sexta-feira o organismo registrava 7.520 casos.
O México, considerado epicentro da doença, tem agora 2.895 casos, com 66 mortes. Os EUA, que passaram o México no posto de país com maior número de casos ao longo desta semana, agora registra 4.714 infectados, incluindo quatro mortes. Os números da OMS não incluem ainda os casos confirmados em mais dois países durante a madrugada de sábado (horário de Brasília) na Índia e na Turquia.

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