Os médicos espanhóis que pretendiam separar as duas irmãs colombianas unidas pelo tórax e com apenas um coração anunciaram ontem que desistiram de seu projeto, já que nenhuma das gêmeas teria condições de sobreviver à operação.
A meninas, de um ano de idade e que se encontram em bom estado de saúde, foram submetidas durante duas semanas a uma série de exames no hospital de La Paz, em Madri, para decidir as possibilidades de separação.
‘‘Chegamos à conclusão que é impossível proceder à separação’’, declarou à imprensa o chefe do departamento de cirurgia pediátrica, Juan Antonio Tovar Larruecea.
As siamensas, unidas da cintura até o pescoço, dividem um só coração, um fígado e parte do tubo digestivo. ‘‘É muito provável que a separação do fígado e do aparelho digestivo fosse possível. Mas, no caso do coração, é muito pouco provável uma separação com possibilidade de sobrevivência’’, acrescentou o médico.
As duas irmãos devem voltar logo a seu país. Tovar afirmou ser impossível pronunciar-se a respeito de suas expectativas de vida sem a separação.
No mês passado, médicos italianos tentaram separar duas siamesas peruanas, mas as duas meninas morreram durante a cirurgia.

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