São Paulo- Dezenas de médicos abandonaram ontem o único hospital do Sri Lanka em funcionamento, ao norte da ilha, após três bombardeios que mataram cerca de 200 pessoas. O atendimento aos feridos dos bombardeios passará a ser feito nos campos de refugiados improvisados em meio a região do conflito.
Os médicos alegaram falta de segurança e estrutura no atendimento aos feridos. Nos dois ataques de terça e ontem cerca de cem pessoas foram mortas. No primeiro ataque, em 2 de março, 64 pessoas foram mortas. Cerca de 400 pacientes em estado grave foram retirados do local e outros 100 corpos continuam à espera de serem sepultados.
Segundo o porta-voz militar, Udaya Nanayakkara, 2.700 civis abandonaram a região do conflito e outras 2.000 ainda estão em poder dos Tigres Tâmeis. No momento da fuga, quatro pessoas morreram e outras 14 foram feridas em um tiroteio entre os rebeldes e os militares. Mais cedo, os guerrilheiros rebateram as acusações do Exército de que fazem os civis de escudos humanos.

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