Médicos cubanos se preparam para ir aos EUA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 05 de setembro de 2005
Isabel Sánchez<br> France Presse 
Havana - Mochila ao ombro e com suas roupas brancas, 1.586 médicos cubanos esperam a resposta de Washington para partir para os Estados Unidos e assistir às vítimas do furacão Katrina, uma missão que, embora humanitária, não consegue atenuar seus matizes ideológicos.
Eles se apresentaram na noite de domingo a seu comandante, o presidente Fidel Castro, no Palácio das Convenções. A ''força'' de médicos foi recrutada na sexta-feira por toda a ilha. ''Passaram-se 48 horas e não recebemos resposta alguma a nossa oferta. Esperaremos pacientemente o tempo que for necessário. Se a resposta não chegar ou se a cooperação não for necessária, haverá decepção em nossas fileiras'', disse Castro.
O presidente cubano não apenas mostrou, diante das câmaras, o seu exército de médicos como aumentou a oferta. Castro anunciou que a brigada, inicialmente de 1.100 médicos com 24,6 toneladas de medicamentos, passaria para 1.586 médicos e 34 toneladas de produtos farmacêuticos. ''Estamos prontos. Existe um desastre nos Estados Unidos, a cobertura médica não é suficiente, mas o problema é a ideologia. Lamentamos que a questão política fique em primeiro plano quando há vidas em jogo'', disse o médico Rafael Vera, 43 anos.


