Washington - A maioria dos médicos nos Estados Unidos mantém vínculos com empresas farmacêuticas e mais de um quarto deles recebe honorários destas empresas, revelou uma pesquisa publicada ontem no New England Journal of Medicine.
Apesar dos potenciais conflitos de interesse, quase todos os médicos americanos (94%) reconheceram ter relações com os laboratórios, embora a natureza destes vínculos variem segundo sua especialidade, os pacientes e o tamanho de seu consultório, dizem os autores do estudo.
Principal objetivo da indústria farmacêutica, os cardiologistas e os consultórios que reúnem vários médicos são os que se beneficiam com mais frequência com as remunerações, disse o doutor Eric Campbell, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard (Massachusetts, leste) e principal autor deste estudo.
As empresas farmacêuticas pagam a estes médicos por serviços de consultoria, para dar palestras ou ajudá-las a encontrar participantes para estudos clínicos, continuou o estudo.
Embora mais de 25% dos médicos consultados tenham dito que os laboratórios pagaram a eles diretamente, os demais informaram que os ganhos obtidos com seus vínculos com as farmacêuticas consistiram basicamente em jantares pagos e amostras de medicamentos.

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