Um médico britânico que havia sido condenado por tentar induzir um aborto em sua amante grávida sem que ela soubesse perdeu a licença para exercer a medicina.

Hoje (29), uma junta do Conselho Médico Geral da Grã-Bretanha afirmou que Edward Erin "não demonstrou remorso" e "não compreendeu a gravidade de suas ações".

Erin foi condenado a seis anos de prisão em 2009 por envenenar bebidas de sua amante, Bella Prowse, depois de ela anunciar a gravidez e dizer que não faria um aborto.

Mas Prowse, que era secretária do médico no hospital de St. Mary's, um dos mais importantes de Londres, não foi afetada pelas substâncias químicas e deu à luz um menino saudável.

A secretária descobriu a gravidez um mês após o início do caso com o médico, que é casado e pai de dois filhos, em 2008.

'Atos premeditados'
Erin foi condenado por tentar envenenar a amante duas vezes, colocando medicamentos que induziam o aborto em uma xícara de café e em um copo de suco de laranja.

Bella Prowse havia suspeitado e alertado a polícia sobre a possibilidade. Na época, ela disse não saber como a criança seria afetada pelas substâncias, que chegaram a ser detectadas em seu organismo, mas o bebê nasceu saudável em setembro de 2008.

A junta de médicos do Conselho britânico revogou a licença de Erin, dizendo que seu comportamento era "absolutamente inaceitável" na profissão.

"Os crimes do Dr. Erin foram atos premeditados, usando seus conhecimentos e habilidades médicas para causar sério dano a outros", disse o conselho.

Com informações da BBC Brasil.

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