Um dos principais líderes da luta de Uganda contra o mortal vírus Ebola morreu ontem em decorrência da doença, aumentando o número de mortes da recente epidemia para 156, informou um funcionário do Ministério da Saúde. Outras oito pessoas morreram vítimas da enfermidade nos últimos cinco dias.
O médico Matthew Lokwiya, diretor do Hospital Lacor, onde foi detectado o primeiro caso da doença, morreu em consequência de uma insuficiência renal relacionada ao vírus Ebola, informou em entrevista coletiva o diretor adjunto do Centro Nacional de Controle de Enfermidades de Uganda, doutor Alex Opio.
Opio recordou os esforços de Lokwiya para conter a propagação da doença e seu interesse pelas vítimas. ‘‘Liderou a luta contra o Ebola em Gulu e a nação o admirará por isso.’’
Lokwiya e outras três pessoas morreram em Gulu, no norte de Uganda, e mais cinco pessoas morreram em Masindi, 300 quilômetros ao noroeste da capital Kampala, acrescentou.
Desde o registro do primeiro caso da doença na nova epidemia, em meados de outubro, 22 funcionários dos serviços de saúde morreram por infecções relacionadas ao Ebola.
Identificado pela primeira vez em 1976, na região do Rio Ebola (Zaire), o vírus é considerado mortal em até 90% dos casos. A doença que provoca é caracterizada por febre, dores musculares, de cabeça e de garganta, vômitos, diarréia, hemorragia interna e externa. Ele é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos ou esperma das pessoas infectadas. Suspeita-se que a contaminação também seja possível por via respiratória.

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