Médico italiano diz que se considera o ''pai'' da clonagem
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de novembro de 2001
France Presse <br> De Roma 
O controvertido ginecologista romano Severino Antinori, que anunciou em agosto passado a clonagem de seres humanos para o final deste ano, sente-se o ''pai da bem-sucedida experiência'' conseguida nos Estados Unidos, onde se fez a primeira clonagem de um embrião humano.
O médico italiano disse estar ''feliz'' com o resultado e ao mesmo tempo ''triste, porque teria podido realizá-lo na Itália, onde proíbem essas experiências''.
Antinori, que em agosto anunciou em Washington a um grupo de cientistas norte-americanos seus projetos de clonagem, lembrou que nessa ocasião teve oportunidade de conversar com José Cibelli, vice-presidente da Advanced Cell Technology (Act), a empresa dos Estados Unidos que fez a experiência.
O ginecologista italiano, 56 anos, famoso por ter tornado mães mulheres que atravessavam a menopausa, disse que continuará a trabalhar para conseguir a clonagem de bebês com fins reprodutivos e salvar assim milhares de casais da infertilidade.
Um grupo de pesquisadores, cerca de 30 pessoas, trabalha no projeto, segundo Antinori, que anunciou que viajará antes do ano-novo ao Japão, à Índia e vários países europeus para apresentar seus trabalhos, nos quais envolveu cerca de 5.000 pessoas, entre elas 600 italianas, precisou.
Antinori criticou novamente a Itália, cuja legislação proíbe essas experiências.


