Mediadores tentam uma saída pacífica
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quinta-feira, 08 de maio de 1997
France Presse, de Kinshasa 
France PresseVítimasEnquanto as batalhas se tornam mais sangrentas, os refugiados continuam a depender da ajuda humanitária da ONUViolentos combates foram travados ontem nos arredores de Kenge e Kikwit (200 km e 400 km a leste da capital zairense) entre tropas governamentais e rebeldes, enquanto diversos mediadores se esforçavam para conseguir uma solução pacífica para a crise.
Enquanto prosseguiam os violentos combates a leste de Kinshasa, o presidente zairense Mobutu Sese Seko discutia ontem em Libreville (Gabão) com cinco chefes de Estado da África Central sobre a possibilidade de encontrar uma saída política e negociada.
A rebelião, segundo seu ministro de Informação, Raphael Ghenda, teria se apoderado sem combates de Bandundu, a capital provincial, e teria entrado quarta-feira à tarde em Kenge, último baluarte estratégico antes de Kinshasa, depois de combates muito violentos, encontrando viva resistência por parte das Forças Armadas Zairenses (FAZ).
Segundo um diplomata de Kinshasa, as forças rebeldes perderam 85 homens em Kenge contra 15 das FAZ e estavam cercadas ontem na cidade por tropas governamentais.
Os combates prosseguiam também à tarde a 12 km a oeste de Kenge às margens do rio Wamba e nos arredores de Kikwit, onde os soldados zairenses levantaram bolsões de resistência aos rebeldes que se apoderaram da localidade.
De acordo com a informação de Kinshasa, soldados falando inglês e português, ruandeses e angolanos, estão entre os rebeldes.
Segundo o ministro zairense de Informação, Kin-Kiey Mulumba, Mobutu, cuja partida foi sentida pelos moradores de Kinshasa como uma fuga disfarçada, voltará à capital quinta ou sexta-feira.
O emissário especial norte-americano para o Zaire, Bill Richardson, estimou ontem em Paris que os próximos dias serão decisivos para a paz neste país. Considerou que existia uma forte probabilidade de uma segunda reunião entre o marechal Mobutu e o líder rebelde Laurent Kabila.


