O enviado dos EUA para consolidar o cessar-fogo entre israelenses e palestinos, Anthony Zinni, se encontrou, ontem, separadamente com chefes dos organismos de segurança dos dois grupos para conseguir o fim da violência e o regresso à mesa de negociações.
Estes contatos têm como finalidade criar as bases de futuras negociações políticas, mas o governo de Ariel Sharon exige sete dias de calma absoluta para começar a aplicação das recomendações do Relatório Mitchell, visando acabar com a grave crise que já dura quatorze meses.
Zinni se encontrou ontem de manhã em Tel Aviv com a equipe de segurança israelense, encabeçada pelo subcomandante das Forças Armadas, Moshé Ayalon, e horas depois na localidade palestina de Abu Dis, perto de Jerusalém, se reuniu com o chefe dos Serviços de Segurança Preventiva na Cisjordânia, Jibril Rajub.
O subsecretário de Estado americano, William Burns, que acompanha Zinni em sua missão de paz, viajou ontem ao Egito e à Arábia Saudita. Seu assistente David Sutherfield o substituirá até seu regresso.
A polícia da ANP deteve, quarta-feira, pelo menos sete ativistas da Jihad Islâmica na região de Jenin, na Cisjordânia, o que coincidiu com as declarações do presidente palestino, Yasser Arafat, que garantiu a Zinni em Ramalah ''cem por cento de esforços'' para cumprir o cessar-fogo.

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