McCain vai votar contra plano de Obama
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - O senador republicano e ex-presidenciável americano John McCain disse ontem que votará contra o pacote de US$ 825 bilhões de estímulo à economia dos Estados Unidos, que está sendo negociado entre o Congresso e o presidente americano, Barack Obama, se a medida continuar na atual forma.
O senador, que perdeu a eleição presidencial do ano passado para Obama e que é um dos elos mais próximos do presidente democrata com o Partido Republicano, disse que os congressistas republicanos foram excluídos da elaboração do pacote.
''Na forma em que está agora, eu não votaria (a favor do pacote)'', disse McCain no programa de TV Fox News Sunday. ''Os republicanos não foram trazidos à discussão no grau em que deveriam ter sido.''
O senador pelo Estado do Arizona disse que continuará a liderar uma ''oposição leal'' à maioria democrata, mas que simpatiza com Obama pelo desafios que ele terá de enfrentar como presidente. ''Não preciso dizer a ninguém nos Estados Unidos que o presidente encara desafios maiores que qualquer outro, provavelmente desde Lincoln'', afirmou.
No mesmo programa, o senador democrata pelo Estado de Nova York, Charles Schumer, disse lamentar que McCain não vá votar a favor do pacote. ''Acho que vamos ver um grande número de republicanos votando pela medida'', afirmou.
O presidente do Conselho Econômico Nacional dos EUA, Lawrence Summers, disse que o presidente Obama está se esforçando para conseguir um equilíbrio nas medidas para reativar a economia.
Pacote
Ontem Obama, em seu primeiro pronunciamento de rádio como presidente, apresentou mais detalhes sobre o que deverá constar do pacote. ''Para acelerar a criação de uma economia energética limpa, vamos dobrar nossa capacidade de gerar fontes alternativas de energia, eólica, solar e de biocombustíveis, nos próximos três anos'', afirmou. ''Vamos começar a construir uma nova rede elétrica que irá estender mais de 3.000 milhas (4.827 km) de linhas de transmissão para conduzir essa nova energia de costa a costa.''
Ele também disse que serão feitos investimentos no sistema de saúde público, e que a informatização dos registros de todo o país irá economizar bilhões de dólares. Para a educação, os recursos irão modernizar mais de 10 mil instituições de ensino, além de possibilitar que mais americanos paguem uma faculdade, prometeu Obama.
Na sexta-feira (23), o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, sugeriu que o pacote pode ultrapassar os US$ 825 bilhões propostos inicialmente, sem fornecer mais detalhes.
A medida pode seguir para votação na Casa dos Representantes nesta semana -possivelmente na próxima quarta-feira (28).
Obama disse que a crise econômica em que se encontra o país pode chegar a níveis sem precedentes, e que é preciso agir rapidamente. ''Reconheço que ainda há algumas divergências sobre a mesa (...) sobre detalhes em particular do plano. Acho que o que unifica esse grupo é o reconhecimento de que estamos passando por uma crise possivelmente sem precedentes com a qual temos de lidar, e lidar rapidamente'', afirmou.


