McCain joga suas fichas no Arizona e em Michigan
Paulo Sotero
Agência Estado
De Washington
Para o senador John McCain, as primárias de hoje, no Michigan e em seu Estado natal do Arizona são provavelmente a última chance para reacender a rebelião que iniciou em New Hampshire contra o establishment do Partido Republicano e provar a viabilidade de sua candidatura à presidência.
A vitória do governador do Texas, George W.Bush sobre McCain por 11 pontos de diferença nas primárias do último sábado, na Carolina do Sul, restabeleceu o favoritismo do líder texano e reafirmou o poder da máquina do partido de controlar o processo de seleção do candidato conservador à Casa Branca.
O mesmo é verdade entre os democratas. O vice-presidente Albert Gore, que é candidato da máquina partidária, consolidou sua posição com vitórias nas duas prévias inaugurais de Iowa e New Hampshire frente a seu único desafiante, o ex-senador Bill Bradley.
A briga entre os republicanos parece caminhar para um rápido desfecho. De acordo com as últimas pesquisas, McCain deve ganhar no Arizona. Mas isso só contará a seu favor se ele surpreender Bush também no Michigan, um Estado rico e politicamente importante do Meio-Oeste. Ali, as sondagens feitas antes das primárias da Carolina do Sul, no sábado, são menos claras. Elas indicavam um empate técnico, com a vantagem de McCain sobre Bush dentro da margem de erro.
Embora as primárias de Michigan sejam abertas, o que permite que independentes e até democratas registrem-se na última hora para votar para McCain, há outros fatores que operam contra o senador. O mais importante chama-se John Engler, o popular governador republicano do Estado, que apóia Bush. Se McCain não conseguir reavivar o fenômeno eleitoral em que se transformou, o caixa de sua campanha secará rapidamente e ele terá dificuldades para continuar no páreo além de 7 de março, quando os candidatos disputarão votos em mais de uma dúzia de estados.
Contrariado com a capacidade que Bush demonstrou de roubar-lhe o manto de republicano reformista, McCain abandonou seu compromisso de fazer uma campanha sem ataques pessoais e subiu de tom, seja em seus discursos, seja nas conversas com os jornalistas. Bush é uma fraude e uma piada, disse ele, referindo-se à proposta de reforma das leis de financiamento das campanhas eleitorais uma das bandeiras de McCain que apresentou apenas alguns dias antes da votação na Carolina do Sul.





