Denver- No dia em que completou 72 anos e poucas horas depois de Barack Obama, 47, aceitar a indicação do Partido Democrata, o candidato republicano John McCain surpreendeu o mundo político norte-americano ao anunciar que sua escolha para vice-presidente seria uma mulher de 44 anos com pouca experiência e expressão política.
Sarah Palin foi eleita governadora do Alasca, um dos Estados menos populosos dos EUA, há dois anos -foi a primeira mulher e a mais jovem a assumir aquele cargo. Antes, havia sido prefeita duas vezes de uma cidadezinha com menos de 10 mil habitantes. Na disputa pela vaga na chapa de McCain, bateu nomes mais estabelecidos como os do ex-pré-candidato Mitt Romney, o senador Joe Lieberman e o governador Tim Pawlenty, de Minnesota.
É a primeira candidata a vice pelo Partido Republicano e a segunda por um partido majoritário da história dos EUA -a primeira foi Geraldine Ferraro, vice do democrata Walter Mondale, derrotado por Ronald Reagan em 1984. Palin é considerada independente em assuntos políticos e conservadora em questões sociais. Denunciou companheiros de partido por conduta antiética, opõe-se ao aborto e defende o porte de armas.
Com a escolha, McCain mira a base conservadora de seu partido, que ainda não embarcou totalmente em sua candidatura, e as eleitoras democratas órfãs de Hillary Clinton, insatisfeitas tanto com a indicação de Obama como com a não-escolha da senadora para vice.
Ao agradecer a indicação de McCain em discurso em Dayton, Ohio, Palin citou a ex-primeira-dama. ''Foi notado corretamente em Denver nesta semana que Hillary Clinton deixou 18 milhões de rachaduras no mais alto e mais duro telhado de vidro dos EUA'', disse.
A decisão por Palin (pronuncia-se Pêilin) foi elogiada pelo presidente George W. Bush.

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