Mbeki anuncia gabinete na África do Sul
Associated Press
O recém-empossado presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, anunciou ontem em Johannesburgo um novo gabinete de ministros que provavelmente manterá a política de mercado adotada pelo país, mas que dá sinais de uma nova vida no que diz respeito à política externa, defesa e na luta contra o crime.
Agindo apenas um dia depois de sua posse como o segundo presidente eleito democraticamente na África do Sul, Mbeki optou por lealdade, personalidades fortes e trânsito livre no Congresso Nacional Africano (CNA) ao invés de experiência em muitas de suas escolhas.
Mas ele prometeu manter o curso administrativo iniciado enquanto era vice-presidente de Nelson Mandela, que se aposentou depois que Mbeki assumiu a presidência.
Os três membros do gabinete pertencentes ao nacionalista-zulu Partido Liberdade Inkatha, ex-inimigo do CNA, permanceram em seus cargos, inclusive o líder partidário, Mangosuthu Buthelezi, como ministro dos Negócios. A permanência dos oposicionistas no governo ajudou a manter a paz entre os dois partidos cuja rivalidade conduziu a milhares de mortes no passado.
Mbeki criou um novo casal no poder - mas, na realidade, divorciado. Jacob Zuma, o jovem e altamente confiável segundo homem no comando do ANC, será o novo vice-presidente; sua ex-mulher, Nkosazana Zuma, ex-ministra da Saúde, se unirá a Zuma nas reuniões de gabinete como ministra das relações Exteriores, substituindo Alfred Nzo.
Nkosazana Zuma, uma ex-militante da ANC que esteve frequentemente no centro de controvérsias, assumiu a fiscalização das indústrias de tabaco e farmacêutica e enfureceu muitos na comunidade científica por se recusar a fornecer AZT para mães grávidas infectadas com o HIV.
O rand, moeda sul-africana, se fortaleceu ontem depois do anúncio da permanência de Trevor Manuel como ministro das Finanças e Alec Irwin como cabeça do Ministério do Comércio e da Indústria. Ambos têm o respeito da comunidade financeira internacional.
A pasta de Defesa foi para Patrick Lekota, ex-prisioneiro regime de apartheid, mas que nunca serviu na ala armada da CNA.





