São Paulo - Nenhum helicóptero pôde sobrevoar ontem as cidades de Islamabad (capital paquistanesa) e Muzaffarabad (na Província paquistanesa da Caxemira), interrompendo a entrega de ajuda humanitária e a retirada de feridos nas áreas afetadas pelo desastre, segundo comunicado do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
O tremor ocorrido na Caxemira que atingiu também a região indiana do território no último dia 8 matou ao menos 39.422 pessoas, segundo dados oficiais dos governos da Índia e do Paquistão. Autoridades estimam que mais de 50 mil podem ter morrido. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2,5 milhões de pessoas ficaram desabrigados e dos 4 milhões afetados, ao menos metade são crianças.
A entrada em funcionamento de uma unidade básica de sa© úde do CICV, em Chikar, no vale de Neelam, fornecida e operada pela Cruz Vermelha Japonesa, foi adiada, assim como os vôos de reconhecimento que seriam realizados no mesmo vale, de onde chegam relatos sobre um grande número de feridos.
As condições climáticas converteram-se no maior motivo de preocupação para todos os que se esforçam em levar ajuda a região da Caxemira administrada pelo Paquistão. Dentro de um mês, as nevascas limitarão o uso de helicópteros na zona. A reabertura das rodovias é um processo lento e difícil.
O foco das atividades do CICV continua sendo os vales de Neelam e Jehlum, no distrito de Muzaffarabad, uma das três áreas mais afetadas, entre todos os sete distritos da Caxemira administrada pelo Paquistão.
A interrupção na entrega de suprimentos provocada pelas más condições de tempo retardou ainda mais a abertura do hospital de campanha do CICV, que seria instalado sobre um campo de críquete, a partir da oferta de material feita pelas Sociedades da Cruz Vermelha Finlandesa e Norueguesa.

mockup