Brasília - O mau tempo atrasa a retirada de 148 brasileiros que aguardam para deixar Benghazi, no litoral da Líbia, rumo à Grécia. O navio fretado pela construtora Queiroz Galvão para buscar cerca de 180 de seus funcionários – os demais são de nacionalidade portuguesa, espanhola e tunisiana – chegou ontem (24) à Líbia. Porém, espera a melhora das condições meteorológicas para atracar no porto.

De acordo com as autoridades locais, apenas com a melhora das condições meteorológicas será liberado um píer para que o navio possa iniciar o embarque dos passageiros. A Embaixada do Brasil em Atenas (Grécia), para onde os brasileiros serão levados, informou que, em condições normais, a viagem leva 17 horas.

O governo líbio retém os passaportes de estrangeiros que vivem no país, por isso os funcionários da empreiteira viajam sem passaporte. A representação brasileira considera que sua principal tarefa, além da assistência geral aos brasileiros, é emitir rapidamente todos os documentos de autorização para retorno ao Brasil.

Houve tentativas anteriores de buscar os brasileiros em Benghazi por via aérea, mas há relatos de que a pista do aeroporto da cidade foi destruída no início da semana em meio à instabilidade na região.

Anteontem, um primeiro voo fretado chegou à ilha de Malta, no Mediterrâneo, com 446 funcionários da Odebrecht que estavam na capital líbia, Trípoli, incluindo 114 brasileiros. A empresa anunciou a negociação para fretar três aviões para retirar funcionários e suas famílias da Líbia.

Desde o último dia 15, ocorrem manifestações em protesto contra o regime do líder Muammar Khadafi. O líbio está no poder há quase 42 anos, é suspeito de imprimir um regime autoritário, usar de violência contra civis e reprimir a liberdade de expressão.

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