Os detentos de duas prisões turcas continuavam resistindo ontem, pelo segundo dia consecutivo, ao assalto lançado terça-feira pelas forças da ordem em uma operação que causou até agora pelo menos a morte de 16 detentos e dois soldados, segundo o ministro da Justiça, Hikmet Sami Turk.
‘‘Dezesseis detentos morreram, a maioria se imolando pelo fogo, e outros 78 foram feridos’’, declarou Turk à imprensa.
‘‘Dois militares morreram e outros quatro foram feridos’’, adiantou.
O ministro lançou um apelo aos presos para que parem com sua resistência ‘‘insignificante’’ em outros dois estabelecimentos.
O assalto continuava ontem de manhã nas prisões de Canakkale (Noroeste) e Umraniye (parte asiática de Istambul), segundo o ministro.
Unidades de gendarmes lançaram um novo assalto ontem pela manhã contra a prisão de Canakkale, segundo a agência Anatolia.
Vários ônibus com policiais entraram ontem cedo no presídio de Umraniye.
O assalto contra 20 prisões turcas começou na madrugada de terça-feira, para acabar com uma greve de fome que há 61 dias os detentos de extrema-esquerda tinham começado com o intuíto de protestar contra uma reforma carcerária, que prevê celas para três internos no máximo, em lugar dos atuais pavilhões para 60 presos. Tanto os detentos em protesto como os críticos dessa reforma, entre eles órgãos de defesa dos direitos humanos, afirmam que esse novo sistema isola ainda mais os presos e pode facilitar a tortura.
Em Bruxelas, a Comissão Européia expressou esta quarta-feira sua ‘‘preocupação’’ com a situação nos principais presídios turcos. ‘‘A Comissão está preocupada com os acontecimentos na Turquia e pede a todas as partes implicadas que detenham a violência para encontrar uma solução positiva do conflito nos presídios’’, declarou um dos porta-vozes da Comissão, Jean Christophe Filori.

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