Massacre deixa Holanda de luto
PUBLICAÇÃO
domingo, 10 de abril de 2011
France Presse 
Haia - A Holanda amanheceu de luto ontem, um dia depois da matança em um centro comercial da cidade de Alphen aan den Rijn, no oeste do país. Um jovem de 24 anos entrou atirando a esmo no local, assassinando seis pessoas antes de cometer suicídio.
''Alphen aan den Rijn jamais será como antes.'' ''Por que? Estamos incrédulos e comovidos.'' ''A Holanda perdeu sua inocência.'' Estas foram algumas das cerca de 5.400 mensagens deixadas em um livro de condolências aberto na internet pela prefeitura da cidade traumatizada e que não deixam dúvida sobre o estado de espírito dos holandeses.
No começo da tarde de sábado, Tristan van der Vlis entrou no centro comercial De Ridderhof, perto de sua casa, onde muitas famílias faziam compras. Durante cerca de 20 minutos, ele percorreu os corredores disparando com uma arma automática contra clientes e lojistas, antes de cometer suicídio. Em carta deixada para os pais, Tristan expressa sua vontade de tirar a própria vida, embora nada deixasse entrever que ele pretendia realizar um massacre.
A maioria dos veículos de comunicação do país destacou o caráter ''não holandês'' da matança, lembrando que este tipo de tiroteio é mais frequente em outros países, como os Estados Unidos. ''Isso pode acontecer em qualquer lugar'', afirmou Eelco Dykstra, especialista em gestão de crises, em entrevista à televisão pública NOS. Para ele, se comparados os números de massacres em termos de território, a Europa como um todo registra ainda mais casos que os Estados Unidos.
Tristan, que era membro de um clube de tiro e possuía licença de porte de armas, já havia tido problemas com a polícia em 2003 em um episódio relacionado à lei de armas e munições do país. O caso acabou arquivado.
O centro comercial De Ridderhof continuou fechado e isolado ontem. Outros três shoppings da cidade de Alphen an den Rijn, foram evacuados após a descoberta da carta de um jovem de 17 anos de Rotterdam, já detido pela polícia, que anunciou sua intenção de perpetuar massacre semelhante.


