RabatO governo marroquino denunciou ontem, em Rabat, a ''agressão espanhola'' que ''constitui um precedente perigoso para a estabilidade, a segurança e a paz na região do Mediterrâneo'', em comunicado publicado ao término de uma reunião do conselho de ministros presidido pelo rei Mohamed VI.
O executivo marroquino condenou ''a mobilização militar ante as costas marroquinas do Mediterrâneo de navios de guerra, de um porta-aviões, de submarinos e de helicópteros, o que não é conforme à natureza e a dimensão do problema''.
''O ato cometido pela Espanha atenta contra a cooperação euro-mediterrênea e contra as exigências da segurança e do desenvolvimento nesse espaço'', acrescenta o texto difundido pela agência marroquina MAP.
A Espanha quer ''transformar uma divergência em um conflito militar (para) impôr pela força fatos consumados'', assegura o comunicado. ''O governo de sua majestade, o rei, reitera seu apego ao direito histórico e jurídico do Marrocos sobre a ilhota Leila marroquina''. O Marrocos afirma que enviou um número limitado de forças de segurança para lutar contra o contrabando.

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