Marines retiram norte-americanos
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quinta-feira, 13 de março de 1997
France Presse 
France PresseSaída de TiranaUm dos quatro Sea Knight que começaram a operar ontem: primeiro as crianças e as mulheres, mas Embaixada não fecha, por enquantoWASHINGTON - Helicópteros da Marinha dos Estados Unidos começaram ontem a retirar norte-americanos da Albânia, anunciou em Washington o porta-voz do departamento de Estado, Nicholas Burns. Quatro helicópteros Sea Knight CH-47s foram colocados à disposição de 50 civis norte-americanos, em especial crianças, precisou Burns. Continuaremos a operação nas próximas horas ou talvez nos próximos dias para evacuar a maior quantidade possível de civis norte-americanos, acrescentou.
Devido à situação na Albânia, que deu uma reviravolta dramática nas últimas 24 horas, e por causa da anarquia que reina na capital Tirana (...) os Estados Unidos decidiram retirar (desse país) todos os seus cidadãos e funcionários não indispensáveis, declarou. Os Estados Unidos não retirarão sua embaixada de Tirana, explicou, precisando que 17 diplomatas garantem sua presença no País.
Burns não excluiu a possibilidade de que uma força armada intervenha na Albânia, mas opinou que é muito cedo para dizer se haverá uma operação militar internacional. As forças que participam da evacuação dos norte-americanos na Albânia estão compostas de 2 mil marines, de helicópteros e de vários navios da US Navy estacionados no mar Adriático, destacou o Pentágono.
FugasAproveitando-se do estado caótico em que se encontra a Capital, os 600 presos do principal presídio de Tirana fugiram ontem, segundo informou o diretor das prisões da Albânia, Bedier Coko.
Fatos Nano, dirigente do Partido Socialista, preso desde de 1993 por desviar milhões de dólares de ajuda italiana, e o último líder comunista do país, Ramiz Alia, figuram entre os foragidos, acrescentou Coko.
Os guardas da prisão não opuseram nenhuma resistência quando os presos forçaram as portas da prisão, temendo represália de comandos rebeldes.
Nano foi condenado, em 1993, a 11 anos de prisão por desvio de fundos italianos destinados à Albânia. Alia foi acusado por genocídio e de crime contra a humanidde. Seu julgamento está atualmente em andamento.
Sucessor do ditador Enver Hoxha, morto em 1985, Alia deixou o poder em 3 de abril de 1992 sendo preso cinco meses depois. Condenado em julho de 1994 a 9 anos de prisão, foi libertado em julho de 1995, antes de ser novamente detido em 2 de fevereiro de 1996.
Outros 450 presos fugiram da prisão de Lezka (a 100 km de Tirana) e 150 mais do centro de detenção de Kosova.


