Marines começam a deixar Fallujah
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sexta-feira, 30 de abril de 2004
France Presse 
Fallujah - Os marines americanos começaram ontem a evacuar posições em Fallujah, reduto sunita rebelde, onde a manutenção da ordem correrá agora por conta de uma força de segurança iraquiana dirigida por um general do ex-exército de Saddam Hussein.
Dois marines morreram ontem em um ataque suicida perto de Camp Fallujah, a principal base americana junto a essa cidade situada 50 km ao oeste de Bagdá.
Em Washington, o presidente americano George W. Bush expressou sua ''profunda repulsa'' pelos maus-tratos infligidos por soldados americanos a prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Gharib, perto de Bagdá, revelados por fotos que deram volta ao mundo.
A corporação dos marines anunciou a formação de uma força de segurança iraquiana, Brigada de Fallujah, que ''trabalhará junto à primeira força expedicionária dos marines para restabelecer a paz e a estabilidade na cidade'',assediada há quase um mês.
''Na espera de que o batalhão confirme sua capacidade para manter os postos e as posições atribuídas a ele, os marines vão continuar presentes em e ao redor de Falluja'', segundo um comunicado dos fuzileiros navais.
O general americano Mark Kimmitt declarou em Bagdá que os marines não tinham a intenção de evacuar totalmente a cidade e manifestou sua confiança no comandante da nova força iraquiana: general Jassem Salah.
O general, nascido em Fallujah, apresentou-se vestido com a farda do ex-exército na entrada da cidade, onde foi recebido com entusiasmo por mil pessoas que agitavam bandeiras.
Pela manhã, o primeiro batalhão do quinto regimento de marines começou a abandonar suas posições em fábricas e garagens da zona industrial de Fallujah, ao sul dessa cidade de 300 mil habitantes. Mas os marines afirmaram que não tinham intenção de renunciar aos objetivos da operação que lançaram a 5 de abril depois que foram atacados em Fallujah quatro agentes de segurança americanos e dois de seus cadáveres foram selvagemente mutilados.
''O objetivo continua sendo o mesmo: eliminar os grupos armados, apreender e controlar as armas pesadas, conseguir que se rendam os combatentes estrangeiros e desarmar os rebeldes'', insistiram os marines em seu comunicado.
O general John Abizaid, chefe do comando central americano, declarou que a retirada dos marines é ''uma ocasião, não um acordo'' para pôr fim aos combates.


