O subcomandante Marcos, líder militar do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), afirmou segunda-feira à noite que ‘‘nos custou sangue e guerra para que nos olhassem e nos ouvissem’’, durante um ato em Morelia, segundo informou a imprensa local ontem. ‘‘Com o olhar e a palavra que nos deram nossos mortos fizemos esta viagem (à capital mexicana para impulsionar uma lei de direitos indígenas)’’, disse Marcos a centenas de simpatizantes desta comunidade encravada em Los Altos de Chiapas (sul).
O carismático encapuzado do cachimbo lembrou que ‘‘para nós zapatistas não foi nada fácil abrir a palavra. Tivemos que fazer uma guerra, tiveram que morrer companheiros como Sebastian, Severiano e Hermelindo’’, indígenas mortos pelo exército federal durante a revolta zapatista que aconteceu no início de 1994 e foi o marco inicial do movimento.

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