CARACAS - A marcha sindical em Caracas, que reuniu pelo menos 5 mil trabalhadores, foi concluída com muito tumulto no final da tarde de ontem - já noite no Brasil - quando a polícia dispersou grupos de estudantes que tentavam saquear alguns estabelecimentos comerciais.
A explosão de violência começou entre manifestantes e as pessoas que passavam pelo local, e foi acompanhada pelo ruído das sirenas dos carros de patrulha, da Praça do Venezuelano até a Avenida Urdaneta. Teodoro Petkoff, ex-guerrilheiro, hoje ministro do Planejamento, foi o alvo dos protestos.
A passeata concentrou funcionários desempregados da empresa aérea Viasa, quebrada, e que para os críticos do governo é um exemplo do fracasso das privatizações; também participaram professores universitários, médicos que exigem aumentos de salários, trabalhadores das empresas de petróleo e do Metrô.
Entre o grupo também se viam militantes do Movimento Bolivariano Revolucionario (MBR) do comandante Hugo Chávez, com as mesmas boinas vermelhas que utilizaram no primeiro dos dois golpes de estado contra o governo social-democrata do ex-presidente Carlos Andrés Pérez em 1992.

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