Milhares de manifestantes marcharam ontem em Santiago para lembrar o presidente socialista Salvador Allende, que há 28 anos se suicidou no Palácio de La Moneda em meio ao violento golpe que instalou a ditadura do general Augusto Pinochet.

Os manifestantes, em sua maioria jovens, se deslocaram da central Alameda de Santiago e chegaram até o cemitério geral para depositar flores no muro de mármore com os nomes de mais de mil desaparecidos durante os 17 anos do regime de Pinochet.

Mas a homenagem se tornou tensa nos minutos finais, quando grupos de manifestantes mascarados levantaram barricadas de fogo nas ruas próximas ao cemitério e apedrejaram carros. A polícia não informou se houve detidos.

Parentes dos desaparecidos sob a ditadura militar, membros dos partidos socialista e comunista, trabalhadores e estudantes integraram a coluna, encabeçado pelos líderes da assembléia nacional pelos direitos humanos.

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