Os últimos seres humanos que caminharam na Lua, os norte-americanos Eugene Cernan e Harrison ‘‘Jack’’ Schmitt, decolaram de volta à Terra dia 14 de dezembro de 1972, há 25 anos. ‘‘Vamos embora como chegamos (...) com uma mensagem de paz e de esperança para toda a humanidade’’, declarava Cernan ao deixar o vale Taurus-Littrow para encontrar-se com o astronauta Rin Evans, em órbita em torno da Lua a bordo do módulo de comando América.
Dia 19 de dezembro os três homens regressavam à Terra. Sua cápsula caiu no Pacífico, junto às Ilhas Samoa. A missão Apolo 17 tornava realidade assim o desafio proclamado em plena guerra fria pelo presidente John Kennedy, dia 25 de maio de 1961: um norte-americano pousaria na Lua antes que a década terminasse.
Depois dessa aposta, a Nasa lançou-se de corpo e alma à epopéia representada pelo Programa Apolo para escrever as mais belas páginas da conquista espacial e imprimir na Lua as pegadas de doze homens.
FogoA aventura humana na Lua ficou refletida numas poucas frases que passaram à posteridade. Na cápsula da Apolo 1, dia 27 de janeiro de 1967, Gus Grissom gritou: ‘‘Estamos pegando fogo! Tirem-nos daqui!. Tanto ele quanto Robert Chaffe e Edward White morreram no incêndio.
O momento glorioso chegou com a Apolo 11, dia 21 de julho de 1969, quando Neil Armstrong pousou na Lua e disse: ‘‘Um pequeno passo para um homem, um passo gigantesco para a humanidade’’. A Apolo 13 fez temer o pior quando Fred Haise declarou dia 13 de abril de 1970 aos controladores aéreos no centro espacial de Houston: ‘‘Temos um problema’’. A missão foi abortada, mas os astronautas regressaram sãos e salvos. Durante a missão Apolo 17, Harrison Schmitt, o único cientista a caminhar na Lua, exclamou: ‘‘O solo é cor de laranja’’.

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