Marcas do homem na Lua completa amanhã 25 anos
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de dezembro de 1997
Guy Clavel France Presse Washington 
Os últimos seres humanos que caminharam na Lua, os norte-americanos Eugene Cernan e Harrison Jack Schmitt, decolaram de volta à Terra dia 14 de dezembro de 1972, há 25 anos. Vamos embora como chegamos (...) com uma mensagem de paz e de esperança para toda a humanidade, declarava Cernan ao deixar o vale Taurus-Littrow para encontrar-se com o astronauta Rin Evans, em órbita em torno da Lua a bordo do módulo de comando América.
Dia 19 de dezembro os três homens regressavam à Terra. Sua cápsula caiu no Pacífico, junto às Ilhas Samoa. A missão Apolo 17 tornava realidade assim o desafio proclamado em plena guerra fria pelo presidente John Kennedy, dia 25 de maio de 1961: um norte-americano pousaria na Lua antes que a década terminasse.
Depois dessa aposta, a Nasa lançou-se de corpo e alma à epopéia representada pelo Programa Apolo para escrever as mais belas páginas da conquista espacial e imprimir na Lua as pegadas de doze homens.
FogoA aventura humana na Lua ficou refletida numas poucas frases que passaram à posteridade. Na cápsula da Apolo 1, dia 27 de janeiro de 1967, Gus Grissom gritou: Estamos pegando fogo! Tirem-nos daqui!. Tanto ele quanto Robert Chaffe e Edward White morreram no incêndio.
O momento glorioso chegou com a Apolo 11, dia 21 de julho de 1969, quando Neil Armstrong pousou na Lua e disse: Um pequeno passo para um homem, um passo gigantesco para a humanidade. A Apolo 13 fez temer o pior quando Fred Haise declarou dia 13 de abril de 1970 aos controladores aéreos no centro espacial de Houston: Temos um problema. A missão foi abortada, mas os astronautas regressaram sãos e salvos. Durante a missão Apolo 17, Harrison Schmitt, o único cientista a caminhar na Lua, exclamou: O solo é cor de laranja.


