O Iraque se prepara para o pior após a decisão do Conselho de Segurança da ONU de manter as sanções que lhe foram impostas há oito anos e prevê uma nova crise quanto ao desarmamento. A imprensa oficial de Bagdá acusou ontem Richard Butler, chefe da comissão especial da ONU encarregada do desarmamento iraquiano (UNSCOM), de ter convencido o Conselho de Segurança a prolongar as sanções por um novo período de 60 dias com ‘‘mentiras, hipocrisia e informações falsas’’.
Um dirigente iraquiano disse que prevê uma ‘‘nova crise’’ com o Conselho de Segurança que tenta, em sua opinião, ‘‘perpetuar’’ o embargo.
No início do ano, Estados Unidos e Grã-Bretanha instalaram suas topas no golfo Pérsico com vistas a um possível ataque ao Iraque por não permitir que os técnicos inspecionassem os palácios presidenciais.
A crise se desativou graças a um acordo firmado a 23 de fevereiro passado entre Iraque e a ONU, em virtude do qual Bagdá se comprometeu a permitir o acesso dos inspetores a todos os lugares.
O dirigente iraquiano considerou que a administração americana deseja ‘‘provocar uma nova crise’’ com o Iraque e se referiu às declarações de Buttler sobre o gás neurotóxico VX que, segundo a imprensa de Bagdá, é ‘‘pura invenção’’ do chefe da UNSCOM.

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