Manobras militares EUA-Israel
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
Associated Press De Jerusalém 
Três dias depois de os EUA e a Grã-Bretanha bombardearem alvos na periferia de Bagdá, tropas israelenses e americanas iniciaram ontem exercícios militares conjuntos cujo principal objetivo é testar mísseis Patriot, simulando um contra-ataque aos iraquianos.
Os Patriots foram enviados por Washington a Israel durante a Guerra do Golfo, em 1991, para interceptar mísseis Scud iraquianos, lançados contra o país em retaliação pelos bombardeios dos aliados no Iraque. Eles não conseguiram impedir que a maioria dos 39 Scuds lançados pelo Iraque atingissem áreas em Tel-Aviv e redondezas.
As manobras estão sendo realizadas no Deserto do Neguev, no sul de Israel, e se estenderão até sexta-feira. O navio da Marinha americana USS Porter, embarcação com avançado sistema de radar, está nas costas israelenses e tomará parte nos exercícios.
As Forças Armadas israelenses insistiram que os exercícios militares haviam sido planejados com muita antecedência e não estão relacionados com os recentes ataques anglo-americanos contra instalações militares iraquianas perto de Bagdá. O exercício estava sendo planejado há mais de um ano e é parte do treinamento rotineiro conjunto israelense-americano, cujo objetivo é confirmar a capacidade de interação dos sistemas de defesa aérea, informou o Exército em um comunicado.
De qualquer modo, o governo israelense considera não haver perigo imediato de um ataque iraquiano, mas informou que está levando a sério as ameaças do presidente iraquiano, Saddam Hussein, de realizar retaliações em resposta aos bombardeios.
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, manteve uma reunião no domingo com altos oficiais da área de segurança para avaliar os desdobramentos dos ataques ao Iraque. Seus assessores disseram que o país vai manter-se atento, embora não haja por enquanto necessidade de tomar nenhuma medida especial. Entre a população israelense, porém, o medo de que o país volte a ser atacado pelo Iraque fez com que aumentasse significativamente o número de pessoas em busca de máscaras antigás.


