O presidente filipino Joseph Estrada anunciou ontem a suspensão de seus contatos com os rebeldes muçulmanos da Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI), depois que a polícia os acusou de cometer os atentados mortais que deixaram 22 mortos no sábado passado, em Manila. AnteOntem, a polícia assegurou contar com provas do envolvimento da FMLI nos cinco atentados com bomba, realizados quase simultaneamente, na capital filipina. ‘‘Não podemos tolerar isso. Foi um golpe fatal, não apenas em termos de vidas humanas, como também em termos econômicos, de investimento estrangeiro e do número de turistas’’, declarou Estrada. A FMLI é o principal movimento separatista muçulmano e luta há quase vinte anos pela independência do Sul das Filipinas, onde se concentra a minoria muçulmana do país. Depois do fracasso das negociações com os 13.000 guerrilheiros da FMLI no ano passado, o exército atacou e tomou a maioria dos acampamentos rebeldes, entre eles o quartel general da ilha de Mindanao.

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