Hong Kong Dezenas de milhares de pessoas voltaram a protestar, ontem, perto do Parlamento de Hong Kong, para exigir a retirada de um projeto de lei anti-subversão, que causou ao territorio sua crise política mais grave desde a reintegração à China em 1997.
Quase 50.000 manifestantes, segundo os organizadores, pediram ao governo de Tung Chee-hwa a retirada do projeto, oito dias depois da participação de meio milhão de pessoas em outro protesto, que obrigou o governo a adiar a votação da lei. Também exigiram a renúncia do chefe do Executivo e mais democracia.
A polícia não divulgou os números da manifestação.
Por outro , Tung rejeitou a idéia de renovação ministerial imediata, mas prometeu ouvir as reclamações dos manifestantes e atuar de maneira prudente para obter a aprovação do polêmico projeto de lei.
A manifestação de ontem ocorreu no dia em que os deputados deveriam ter votado o texto, que seus detratores denunciam como uma ameaça para as liberdades fundamentais do território chinês autônomo.
Diante da magnitude da passeata da semana passada, Tung adiou a votação por tempo indeterminado. Além disso, anunciou que faria importantes concessões.
A nova lei, mais conhecida como artigo 23 da constituição vigente desde que o território voltou à soberania chinesa em 1997, prevê a adoção de textos contra a subversão, a traição, a sedição e o roubo de segredos de Estado.
O projeto foi criticado pelo perigo que representa para a liberdade.

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