São Paulo - Os egípcios voltaram ontem à Praça Tahrir, no Cairo, para lembrar um ano da revolta que tirou do poder o ex-ditador Hosni Mubarak. Ativistas reiteraram que a revolução ainda não terminou e que o país precisa de mais mudanças.
Milhares de islamitas, liberais, esquerdistas e cidadãos comuns tomaram conta da praça, epicentro dos protestos, agitando bandeiras e exibindo cartazes. A Irmandade Muçulmana, que dominou as eleições para o novo Parlamento, também esteve presente na manifestação.
Mas outros grupos, incluindo movimentos pró-democracia por trás da revolta, insistem que precisam terminar a revolução e querem a saída dos militares do governo.
Entre a multidão que gradualmente se agrupa na Praça Tahrir, há muitos seguidores do Partido Liberdade e Justiça, além de inúmeras famílias. Um grande cartaz colocado no local sintetiza de forma precisa a sensação geral: ''A revolução continuará até que se cumpram suas exigências''.
No centro da praça foi colocada uma enorme pira com hieróglifos egípcios e uma chama sobre a qual está escrito: ''Revolução de 25 de Janeiro''.

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