Jerusalém, Israel - Milhares de militantes islamitas protestaram ontem no Cairo contra o golpe militar que depôs, em 3 de julho, o presidente Mohamed Morsi. As manifestações ocorreram ao mesmo tempo em que as ruas da capital egípcia eram alvo de intensa vigilância, com ostensiva presença militar.
As Forças Armadas fecharam com arame farpado o caminho entre a mesquita Rabia al-Adawiya, local de concentração dos islamitas, e o quartel da Guarda Republicana, onde se acredita que Morsi - o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito - esteja detido.
Simpatizantes da Irmandade Muçulmana, à qual o islamita está ligado, pedem que ele volte ao poder. O retorno de Morsi, porém, é improvável, conforme o país dá continuidade ao processo político pós-golpe de Estado.
Nesta semana, o presidente interino Adly Mansour inaugurou seu gabinete temporário. O general Abdel Fatah al-Sisi, chefe militar, recebeu o posto de vice-premiê do Egito - e circulam, agora, boatos de que ele pode renunciar e candidatar-se a presidente no futuro.
Enquanto manifestantes islamitas protestavam contra o governo egípcio, caças militares cruzavam os céus e helicópteros circulavam carregando bandeiras do país. Como visto desde 30 de junho, data dos protestos em massa contra Morsi, o Exército é recebido pela oposição com loas.

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