São Paulo- Milhares de manifestantes se aglomeraram na praça de Outubro, no centro de Minsk, ontem, apesar do forte bloqueio de policiais que tentavam impedir o protesto contra o presidente Alexander Lukashenko.
A multidão que ocupou a praça rapidamente cresceu de centenas para cerca de 4.000 pessoas, muitos delas carregando as bandeiras do país. Os manifestantes exigem a anulação das eleições do último domingo, que reelegeram Lukashenko e são consideradas ''uma fraude''.
''As autoridades podem confrontar o desejo da população por mudanças apenas com perseguições e violência'', afirmou Alexandr Milinkevich, líder da oposição. ''As pessoas estão aqui, enfrentando violência e prisões''.
O dia de ontem marcou o aniversário da efêmera independência da qual desfrutou o país em 1918, antes da fundação da ex-União Soviética.
''Estamos lutando contra uma ditadura'', acrescentou Milinkevich. ''Quanto maior for a repressão, mais o atual governo se aproxima do fim'', afirmou.
Prisões A tensa manifestação aconteceu um dia depois que a polícia desmontou um acampamento na mesma praça, após cinco dias de protestos.
Uma manifestação na noite de domingo passado, dia da eleição, reuniu cerca de 10 mil pessoas. Os protestos ganharam força na segunda-feira, quando as barracas foram montadas na praça de Outubro. Na sexta-feira, a polícia deteve centenas de manifestantes e desmontou o acampamento.
Sanções Sexta-feira, a União Européia (UE) decidiu impor sanções contra autoridades de Belarus entre elas, o presidente Lukashenko devido às eleições acusadas de serem fraudulentas.
A UE não forneceu detalhes a respeito das medidas a serem tomadas, mas fontes ligadas ao grupo de 25 países afirmaram que as retaliações podem incluir congelamento de bens individuais, mas não sanções econômicas contra Belarus.
Segundo a ministra austríaca das Relações Exteriores, Ursula Plassnik, os países vizinhos à Belarus entre eles a Rússia devem seguir o mesmo caminho e aplicar sanções às autoridades do país.
A UE expressou ainda seu apoio aos grupos de oposição que lutam por reformas democráticas no país, pedindo que eles ''prossigam com seus esforços pela causa democrática, mesmo sob as difíceis circunstâncias''.

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