São Paulo - Os manifestantes que ocupam a Praça Taksim, no centro de Istambul, há cerca de uma semana entregaram ontem ao governo turco uma lista de exigências para se desmobilizar. O movimento agora conta com a participação de sindicalistas, que decretaram greve de dois dias e realizaram ontem uma marcha na mesma praça e na capital do país, Ancara.
O primeiro item, conforme a rede britânica BBC, é a deposição dos chefes de polícia de Istambul, Ancara e outras cidades do país onde houve violência contra os manifestantes.
O pedido foi apresentado ao vice-premiê Bulent Arinc, que anteontem pediu desculpas pelas pessoas feridas nas ações e fez uma oferta de diálogo.
O protesto começou como uma forma de exigir a preservação das árvores de um parque anexo à praça que seriam destruídas para dar lugar a um shopping. Mas as forças de segurança reagiram com força contra os manifestantes, usando principalmente canhões d'água e bombas de gás lacrimogêneo, e, agora, o protesto também possui slogans contra o premiê Recep Tayyp Erdogan.
Ontem as forças policiais voltaram a entrar em confronto com os manifestantes em Istambul e em Ancara.
Baseada em Ancara, a Associação de Direitos Humanos afirma que cerca de mil pessoas ficaram feridas e mais de 3,3 mil foram presas.
Na cidade costeira de Esmirna, a polícia turca prendeu 25 pessoas acusadas de divulgar informações falsas via Twitter. Os parentes dos presos afirmam que eles são jovens com cerca de 20 anos e tinham postado poucos tuítes com dados sobre a localização de blitze e de bloqueios de rodovias na região.

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