São Paulo - Mais de sete mil pessoas saíram em protesto na cidade alemã de Mainz, perto de Frankfurt (oeste) onde o presidente americano, George W. Bush, se reuniu ontem com o chanceler alemão, Gerhard Schröoeder. Os manifestantes traziam cartazes onde era possível ler frases acusando Bush de ser o ''terrorista nº 1''.
Manifestantes exibem cartazes com os dizeres ''não precisamos de você, cowboy''. O protesto aconteceu a um quilômetro do local estabelecido para abrigar a reunião entre Bush e Schröoeder. Os manifestantes ignoraram as baixas temperaturas e a neve para demonstrar a falta de popularidade do presidente americano no país, causada principalmente pela Guerra no Iraque.
''Eu não gosto da Guerra no Iraque iniciada por Bush, e que já custou a vida de milhares de civis'', afirmou Thomas Odenweller, 49 anos, que participava da manifestação. ''Agora ele (Bush) tenta normalizar as relações com a Europa. Isso não pode prosseguir.'' No início da passeata, um protestante pediu para que Bush deixasse a Alemanha, pois ele havia iniciado ''uma guerra ilegal'' contra o Iraque.
Um grupo de protestantes usava falsos uniformes do Exército americano e carregava bonecos vestidos como prisioneiros iraquianos, pintados como se estivessem banhados em sangue. No cartaz preso aos bonecos era possível ler: ''Não queremos o seu tipo de liberdade.''
Segurança- A polícia alemã confiscou um cartaz onde estava escrito: ''Nós tivemos nosso Hitler, agora vocês têm o seu'', em uma clara comparação do presidente americano ao ditador nazista.
Mais de 10 mil policiais estavam em Mainz ontem, realizando uma megaoperação de segurança. Muitos deles acompanharam a manifestação, enquanto outros mergulharam no rio Reno em busca de explosivos. Outros 1.300 foram destacados para procurar qualquer ameaça de bomba em bueiros nas ruas.
Durante o período em que Bush ficou na cidade, fábricas, lojas, escritórios comerciais e escolas foram fechados. Em 1989, quando George Bush pai (1989-1993) visitou Mainz, foi seguido por uma multidão de pessoas que o saudavam por seu envolvimento na queda do Muro de Berlim, que significou o início do processo de reunificação alemã.

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