São Paulo- Manifestantes intensificaram os protestos desde a noite de anteontem na Tunísia, exigindo a saída de todos os membros do atual governo interino do poder. Ontem, professores em todo o país cancelaram a volta às aulas e convocaram greve nacional, aumentando a pressão popular por uma nova administração.
Determinados a continuar as manifestações até que o premiê Mohammed Ghanouchi abandone o comando do país e convoque novas eleições, os manifestantes voltaram a lançar pedras e garrafas em frente à sede do governo, entrando em choque com a polícia.
As forças de segurança, criticadas durante os protestos que derrubaram o ex-ditador Zine el Abidine Ben Ali, entraram em confronto com a população usando bombas de gás lacrimogêneo. A tensão é grande na esplanada de Kasbah, próxima da sede do governo, que é vigiada pelos militares.
Os manifestantes da Revolução do Jasmim exigem a queda do governo provisório, que tem a presença de muitos integrantes do antigo regime ditatorial de Ben Ali. Ainda na semana passada os manifestantes invadiram a sede do partido ao qual Ben Ali pertencia, o RDC, que acabou sendo dissolvido.
Na manhã de ontem, professores de todo o país convocaram uma greve nacional aumentando a pressão pela queda do governo interino. A greve por tempo ilimitado tem adesão na maioria das regiões do país, anunciou Nabil Haouachi, membro do sindicato nacional do ensino primário, no dia em que teoricamente as aulas interrompidas pela Revolução do Jasmim deveriam ser retomadas.

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