Os índios do Equador iniciaram na noite de sexta-feira uma greve de fome, reiterando que vão continuar com o protesto contra a política econômica do governo, que decretou estado de emergência em todo o território nacional.
‘‘Não vamos fraquejar’’, disse Antonio Vargas, presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), ao falar a jornalistas da Universidade Salesiana, no centro moderno de Quito, onde estão concentrados 5.000 índios. Ele disse que os índios mantêm a exigência da revogação dos aumentos de preço dos combustíveis e do transporte público.
Vargas disse que a greve de fome foi iniciada por 50 nativos, e, nas próximas horas, outros devem aderir ao protesto.
O presidente Gustavo Noboa decretou estado de emergência em todo o território nacional. O decreto autoriza a utilização da força pública para restabelecer a ordem ‘‘num momento em que o país vive uma comoção interna’’, segundo o secretário de Comunicação da Presidência, Alfredo Negrete.
Vargas responsabilizou o Executivo pelo fracasso das conversações e insistiu que é necessária a participação direta do presidente Gustavo Noboa.
Já o Governo culpou os índios pelo rompimento e argumentou que enviou seus representantes, entre eles vários ministros de gabinete, e que inclusive designou o vice-presidente Pedro Pinto para receber os nativos, mas eles não compareceram ao palácio de governo.
O dirigente dos indígenas evangélicos, Marco Murillo, disse que o protesto continua a ser pacífico.

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