São Paulo - Manifestantes pedindo reformas políticas aos líderes do Bahrein fizeram ontem mais protestos na praça central da capital do país, Manama, que têm causado pressão sem precedentes em um dos mais estratégicos aliados dos Estados Unidos no golfo Pérsico.
Forças de segurança se afastaram abruptamente, aparentemente sob ordens de aliviar as tensões, após confrontos que deixaram ao menos duas pessoas mortas e dezenas de feridas. Helicópteros da polícia, no entanto, realizaram voos rasantes sobre uma grande procissão para o funeral de uma das vítimas, que foi chamada de ''mártir'' pelos manifestantes sob promessas de mais protestos na nação insular - que abriga a quinta frota naval dos EUA.
Milhares de pessoas passaram a noite em um acampamento improvisado na Praça Pearl, que foi cercada por manifestantes no dia anterior. Um manifestante usou um megafone para exortar a todos que continuem no local até que suas demandas sejam atendidas - uma demonstração de que a onda árabe por mudança chegou ao Golfo Pérsico.
Os protestos começaram na segunda-feira como um pedido para que a monarquia sunita que comanda o país afrouxe o controle, incluindo não indicar mais pessoas para os cargos governamentais mais altos e abrir mais oportunidades para a população xiita, que é maioria no país e há muito reclama de ser excluída do processo de tomada de decisões.
Mas as demandas rapidamente ficaram maiores. Muitos manifestantes pedem que o governo ofereça mais empregos, melhores moradias e liberte todos os prisioneiros políticos. Eles também gritam frases contra a monarquia que tem liderado o Bahrein por mais de 200 anos.
Chamados feitos por meio de redes sociais na internet pressionam para que a população leve adiante os protestos, além de estarem cheias de insultos por parte de supostos partidários do governo que chamam os manifestantes de traidores e de agentes do xiita Irã.

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