São Paulo- Milhares de pessoas participaram ontem em várias cidades do mundo das comemorações do 1º de Maio. Em alguns países, como Turquia e Alemanha, as manifestações se tornaram violentas, foram registradas prisões e a polícia precisou intervir.
Em Hamburgo (Alemanha), milhares se reuniram para pedir por mais direitos trabalhistas, enquanto manifestantes na Turquia foram reprimidos pela polícia com canhões de água.
Na Rússia, manifestantes pediram igualdade econômica e, em Cuba, os moradores esperavam que o presidente Raúl Castro anunciasse mais mudanças. Apesar de comparecer ao evento na praça da Revolução, o chefe de Estado cubano -que assumiu após a renúncia de seu irmão, Fidel Castro- não fez discurso.
O 1º de Maio é conhecido mundialmente como o Dia Internacional do Trabalho e é tipicamente marcado por demonstrações que podem, às vezes, se tornar violentas.
Em Istambul, a polícia turca usou cassetetes, gás de pimenta e canhões de água para dispersar a multidão de trabalhadores e estudantes que tentava alcançar a praça principal para comemorar o Dia do Trabalho, em uma manifestação que foi proibida pelo governo. Seis policiais ficaram feridos e ao menos 467 manifestantes foram detidos.
Na Alemanha, protestos anticapitalistas realizados na noite anterior ao Dia do Trabalho, em Hamburgo, transformaram-se em atos de violência e vandalismo.
Em Berlim, a polícia prendeu ao menos 20 pessoas ontem à noite em uma festa violenta em Mauerpark, no local onde o Muro de Berlim foi construído.
Em Moscou, cerca de 30 mil pessoas participaram de manifestações pela cidade, disseram policiais. Membros do partido Rússia Unida, apoiado pelo Kremlin, marcharam pela principal via de Moscou carregando cartazes escritos
O feriado tem perdido muito do seu significado para a maioria dos russos desde a era soviética, quando o 1º de Maio era uma grande celebração de solidariedade trabalhista e do poder soviético.

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