Roma Várias cidades da Itália ficaram praticamente paralisadas pelas numerosas manifestações de estudantes, pacifistas e sindicalistas que se realizaram ontem contra a guerra no Iraque.
Sob o lema ''Não à guerra, não às bombas'', milhares de estudantes protestaram em Roma, Nápoles, Milão, Turim e Bolonha.
Na capital italiana, centenas de pacifistas e estudantes com bandeiras com as cores do arco-íris, símbolo da paz, tentaram chegar à sede da embaixada dos Estados Unidos, na Via Veneto, para protestar contra a decisão do presidente George W. Bush de bombardear o Iraque.
A passeata prosseguiu depois para a sede do Parlamento, Palazzo Chigi, e dali até a Praça Veneza, juntando-se depois à manifestação organizada pelos sindicatos.
Importantes personalidades políticas e culturais, entre elas a prêmio Nobel de Medicina Rita Levi Montalcini e o prefeito de Roma, Walter Veltroni, participaram em outra manifestação, que desfilou até o Coliseu.
Em Nápoles (Sul), os estudantes abandonaram as escolas em sinal de protesto.
Mais de 100.000 pessoas, segundo os organizadores, se manifestaram em Milão (Norte), a capital econômica do país, a pedido das três centrais sindicais.
UE lamenta O atual presidente da União Européia (UE), o primeiro-ministro grego, Costas Simitis, lamentou ontem o começo da guerra e esperou que os líderes da UE unam suas posições a respeito do Iraque na reunião de cúpula deste fim de semana.
Simitis lamentou ''profundamente não ter sido encontrada uma solução para o problema do Iraque'', adiantando que ''agora estamos em uma situação de guerra e espero que as operações militares produzam o menor número possível de vítimas''.
Confirmou que os chefes de Estado e de Governo da UE trocarão suas opiniões. ''apesar de todas as dificuldades e das divergências expressadas nos últimos meses para garantir que podemos chegar a posições comuns''.

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