Manifestações no Dia contra a pena de morte
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de dezembro de 2002
France Presse 
Roma Sessenta cidades de todo o mundo comemoraram, pela primeira vez, ontem, o Dia Mundial contra a Pena de Morte, organizado por um grupo de associações religiosas e de defesa dos direitos humanos.
A iniciativa foi lançada pela comunidade católica de Santo Egídio e por organizações internacionais como a Anistia Internacional e a Coalizão Mundial contra a Pena de Morte, para pedir uma moratória internacional das execuções capitais.
''Escolhemos essa data porque corresponde ao aniversário da primeira vez na história em que a pena capital foi abolida por um Estado: 30 de novembro de 1797, por parte do Ducado de Toscana'', explicou Mario Marazziti, da comunidade de Santo Egídio.
O objetivo da campanha é sensibilizar a opinião pública de todos os países para que ''entenda que se trata de um instrumento do passado, como a tortura ou a escravidão'', assegurou Marazziti.
A coalizão mundial contra a pena de morte, criada em maio passado, reúne organizações da Europa, dos Estados Unidos, da Ásia e da África, que consideram a pena cruel e desumana.
Há três anos, cada vez que é comutada uma pena, o coliseu romano é iluminado de forma especial.
Em junho de 2001, também no Coliseu, foi comemorado o cancelamento da pena de morte no Chile, decidida pelo governo do socialista Ricardo Lagos.
Segundo dados dos organizadores, nos últimos 30 anos aumentou notavelmente a vontade de abolir a pena capital: foram 21 países que a suprimiram para todos os crimes em 1970 e 76 em 2002.
Entre os 111 países onde ela existe na legislação, 86 continuam a aplicá-la, como os Estados Unidos. A maioria dos países da América Latina, exceto Cuba e Guatemala, aboliram a pena capital. embora alguns a mantenham em situações de guerra.


