Manifestações na Cúpula das Américas
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terça-feira, 13 de janeiro de 2004
France Presse 
Monterrey, México Quase mil pessoas participaram domingo da primeira manifestação contra a Cúpula das Américas de Monterrey, no México. A passeata, convocada por sindicatos e partidos mexicanos de esquerda, foi pacífica nas ruas do centro da cidade, que recebeu ontem a reunião dos 34 chefes de Estado e de governo do continente. O encontro discute a agenda política, social e econômica dos próximos anos na região.
Para os manifestantes convocados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e pelo Frente Nacional Sindical Operário Popular, a cúpula deverá protestar contra as pretensões de segurança e livre comércio dos Estados Unidos.
''Bush terrorista, você está na nossa lista'' e ''Bush, escuta, a América está na luta'', eram as duas palavras de ordem da passeata, que foi escoltada por veículos da Polícia do início ao fim.
A manifestação terminou na praça principal da cidade, onde 500 manifestantes que ficaram no local tentaram chegar, sem sucesso, às portas do congresso estatal de Nuevo León (estado cuja capital é Monterrey). Mas a polícia conteve o tumulto, apesar de algumas pessoas terem conseguido pular as grandes de proteção em volta do prédio.
Discussóes podem continuar O subsecretário para a América Latina da Chancelaria mexicana, Miguel Hakim, admite que as discussões sobre a declaração final da Cúpula das Américas, em Monterrey, poderão prolongar-se até o fim do encontro presidencial devido às divergências sobre algumas propostas. Hakim explicouP os parágrafos que no domingo estavam sob impasse. Dois parágrafos esbarram na oposição do Brasil a que seja mencionada a data de implementação da Área de Livre Comércio das Américas) em 2005 e que sejam instituídos prazos para uma redução de custos das remessas enviadas pelos emigrantes latino-americanos; outro é entravado pela oposição geral a uma proposta americana de excluir dos âmbitos hemisféricos países considerados corruptos e o quarto pelo ceticismo em relação a uma proposta venezuelana de criar um fundo humanitário internacional.
Apoio O presidente mexicano, Vicente Fox, e o primeiro-ministro canadense, Paul Martin, reafirmaram o apoio explícito de seus governos à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e à luta contra a corrupção, na declaração final da Cúpula de Monterrey.
''Apoiamos decididamente (uma menção da Alca) porque temos tido boa experiência com acordos de livre comércio, que inclusive transformaram o México na sétima potência exportadora do mundo'', declarou Fox, após a reunião bilateral. ''O Canadá é um partidário claro dos acordos de livre comércio. Obviamente compreendemos que os países têm suas próprias opiniões, mas poderiam dar passos para que estes acordos entrem em vigor'', falou o primeiro-ministro canadense, Paul Martin.
A Cúpula das Américas, que contará com a participação de 34 presidentes da região, começou ontem e termina hoje, na cidade mexicana de Monterrey.


