Os protestos de desempregados espalharam-se ontem por duas novas rotas de acesso à capital argentina em apoio a um grupo que bloqueia uma outra via. ‘‘O conflito aumentará e o país ficará à beira de um incêndio’’, afirmou Luis D’Elía, um dos líderes do protesto na cidade de La Matanza, a maior da Grande Buenos Aires. Cerca de 200 ‘‘piqueteros’’, como são chamados os que bloqueiam as estradas, interromperam o trânsito em uma ponte que une esta cidade com a província de Buenos Aires, e outros tantos fizeram o mesmo em uma rodovia próxima dali. As manifestações foram em apoio aos 3.000 desempregados que bloqueiam, há duas semanas, uma estrada em La Matanza. O governo negou ontem a existência de algum plano para reprimir os manifestantes e afirmou que está à procura de uma saída para o conflito. Os ‘‘piqueteros’’ exigem emprego e comida.
MenemO ex-presidente Carlos Menem foi acusado ontem por uma testemunha de ter dirigido uma operação de venda ilegal de armas durante seu governo, no processo conduzido pelo juiz federal Jorge Urso.
‘‘Menem é o homem responsável pelo tráfico de armas à Croácia e ao Equador e enriqueceu com isto’’, disse por telefone à imprensa o ex-coronel Mohamed Ali Seineldín, falando da prisão militar onde cumpre pena de prisão perpétua por rebelião.
Pouco antes, Seineldín havia prestado depoimento de duas horas como testemunha perante o magistrado Urso.

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