Manifestações deixam 110 feridos no Egito
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sábado, 26 de janeiro de 2013
Folhapress 
São Paulo - Ao menos 110 pessoas ficaram feridas em um dia de protestos no Egito, convocados para marcar o segundo aniversário do início das revoltas que culminaram na derrubada do ditador Hosni Mubarak, em 2011.
Manifestantes e polícia entraram em confronto ontem no Cairo, em Alexandria, Suez e Ismailia, entre outras cidades. Em diversos locais, a tropas de choque usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
Em comunicado oficial, o Ministério da Saúde assinalou que a maioria dos feridos foi registrada na província de Alexandria, com 61 transferidos a hospitais, seguida pelo Cairo, onde 32 pessoas foram internadas.
Dezenas de milhares de pessoas se manifestam na capital egípcia e outras cidades do país em passeatas de rejeição ao atual presidente islamita do país, Mohamed Mursi, e à Irmandade Muçulmana, que são maioria no Parlamento atualmente. Os protestos foram convocados pela oposição em comemoração aos dois anos dos primeiros protestos da chamada Primavera Árabe no Egito, ocorridos na Praça Tahrir.
A oposição acredita que, embora democraticamente eleitos, Mursi e os congressistas do Partido Liberdade e Justiça querem tomar medidas antidemocráticas, que restringem liberdades civis, de mulheres e de minorias religiosas.
Entre os idealizadores dos protestos de ontem estão o Partido da Constituição, do prêmio Nobel da paz Mohamed ElBaradei; a Corrente Popular Egípcia, do esquerdista Hamdin Sabahi; o Partido Egípcios Livres; o Wafd; os socialistas e os movimentos Kefaya e Jovens do 6 de Abril.


