Milhares de curdos participaram de uma manifestação ontem, no centro de Roma, em apoio ao líder marxista e separatista curdo Abdulá Ocalan, que pediu asilo político à Itália.
Mais de seis mil curdos, vindos de toda a Europa, em sua maioria vestidos com trajes típicos e cantando músicas tradicionais, desfilaram pelo Coliseu até a praça dos Santos Apóstoles, no coração da capital italiana.
A manifestação foi acompanhada em todo seu trajeto por um importante destacamento de segurança, apoiado por um helicóptero.
Ocalan foi detido na quinta-feira passada no aeroporto de Fiumicino e pediu asilo político à Itália.
A Justiça italiana considera difícil permitir a extradição de Ocalan.
Protestos em vários países Os curdos continuaram ontem seus protestos em vários países contra a detenção do líder e fundador do separatista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdulah Ocalan, preso na última quinta-feira em Roma.
Na Alemanha, mais de 4.500 trabalhadores curdos pediram em Bonn a libertação de Ocalan. Na Turquia, dezenas de prisioneiros curdos iniciaram uma greve de fome, enquanto em Moscou dois curdos turcos tentaram atear fogo ao próprio corpo para protestar contra a detenção. Segundo a agência semi-oficial de notícias Anadolu, em nove prisões turcas, curdos, principalmente membros do PKK, iniciaram uma greve de fome.
Assim como na Turquia, na Alemanha pesa sobre Ocalan uma ordem de prisão por assassinato, mas até agora somente o governo turco pediu a extradição do líder do PKK.
Ocalan, detido em Roma ao desembarcar de um avião procedente de Moscou sob nome falso, comandou durante anos, da Síria e do Líbano, a luta armada dos guerrilheiros independentistas curdos de Anatólia contra o governo central da Turquia.

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