Hong Kong Uma multidão foi às ruas de Hong Kong ontem, dia que marca o 6º aniversário da volta do território à soberania chinesa, para defender as liberdades democráticas e protestar contra um projeto de lei anti-subversivo. É a maior manifestação desde o dia 1º de julho de 1997, quando a ex-colônia britânica foi devolvida à China, e desde que um milhão de pessoas se reuniram em Hong Kong para protestar contra a repressão do movimento democrático da Praça Celestial da Paz em Pequim, em 1989.
Os organizadores esperavam reunir mais de 100 mil pessoas no protesto contra o polêmico projeto de lei e suas esperanças parecem ter sido contempladas.
''Centenas de milhares de pessoas estão participando'', disse Richard Tsoi, porta-voz de um dos organizadores da manifestação, enquanto a página do movimento na web anunciava que pelo menos 160 mil pessoas se reuniram apenas uma hora depois de começada a passeata.
Desde antes do começo do desfile ao longo da baía de Hong Kong, em direção à sede do governo, no bairro central, milhares de pessoas se reuniram sob o sol e o calor acolhedores em Victoria Park, um espaço amplo equivalente a dois campos de futebol e definido o ponto de partida da passeata.
A maioria das pessoas vestia camisas pretas, como pediram os organizadores. ''Basta, sentimos raiva, renuncie'', estava escrito em dezenas de camisetas. O destinatário da mensagem é o chefe do executivo de Hong Kong, Tung Chee-hwa.

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