Confrontos entre a polícia e estudantes que protestam contra novas leis aprovadas na quarta-feira pela Assembleia Nacional da Venezuela já deixaram ao menos três feridos.
Os universitários tomaram as ruas da capital, Caracas, após a aprovação da nova legislação, impulsionada pelo presidente Hugo Chávez, que segundo os jovens aumenta o poder do governo sobre as universidades, diminuindo a autonomia das escolas estatais.
Segundo o jornal venezuelano ''El Universal'', entre os feridos estão um fotógrafo da agência de notícias France Presse, um estudante e o diretor nacional de Proteção Civil, Antonio Rivero.
Entre os estudantes, ao menos dois foram detidos mas posteriormente foram liberados.
As principais críticas dos jovens venezuelanos são de que o governo tenta, por meio da nova legislação, implementar forçadamente a ideologia socialista dentro das escolas de ensino superior no país.
A lei que afeta as universidades estatais integra o pacote de medidas que o presidente Hugo Chávez busca emplacar antes de perder a maioria entre os congressistas.
As leis aprovadas pelo Parlamento venezuelano estes dias implicam a concentração de mais poder nas mãos do presidente Hugo Chávez, que deseja se proteger desde já diante da possibilidade de que uma oposição fortalecida o afaste do poder nas presidenciais de 2012, afirmam analistas.
O Parlamento aprovou nas últimas semanas leis que dão mais poder ao Executivo, introduzem novas regulamentações aos meios de comunicação, restrições ao financiamento estrangeiro a ONGs, sanções à mudança de partido de parlamentares, enquanto favorecem as minorias e limitam a participação dos deputados de oposição.
A decisão mais controversa foi a de aprovar a chamada Lei Habilitante, que permitirá a Chávez legislar por decreto durante 18 meses a partir de janeiro, bem quando assumir o novo Parlamento, no qual a oposição terá uma forte representação com 67 das 165 cadeiras.

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